SP é a capital da moto — e do roubo de moto
São Paulo tem 3,2 milhões de motos registradas, mais que qualquer outra cidade do Brasil. A moto é o meio de transporte mais eficiente numa cidade travada por trânsito — e, por isso mesmo, o mais visado por criminosos.
Os dados da SSP-SP mostram que 1 a cada 25 motos em SP sofre tentativa de roubo ou furto por ano. É uma taxa quase 3 vezes maior que a de carros.
Os modelos mais roubados
| Posição | Modelo | % do total |
|---|---|---|
| 1 | Honda CG 160 | 22% |
| 2 | Honda CG 150 | 18% |
| 3 | Honda Biz | 14% |
| 4 | Yamaha Factor | 9% |
| 5 | Honda Bros | 7% |
A Honda CG (somando todas as versões) responde por 40% de todos os roubos de moto em SP. O motivo é o mesmo dos carros populares: volume. A CG é a moto mais vendida do Brasil há décadas, e suas peças têm mercado certo.
Por que roubam motos?
Os dados da polícia mostram três destinos principais:
- Desmanche (52%): motor, carenagem, rodas e escapamento são vendidos separadamente. Uma CG desmontada vale mais que inteira no mercado paralelo.
- Uso em outros crimes (31%): motos são usadas em assaltos, arrastões e transporte. São rápidas, ágeis e descartáveis.
- Revenda/clonagem (17%): menos comum que em carros, mas existe — especialmente motos de maior cilindrada.
O dado de "uso em outros crimes" é alto — quase 1 em cada 3 motos roubadas é usada para cometer outro crime.
Onde mais roubam motos em SP
O mapa de roubo de moto é diferente do de carro:
- Zona Leste lidera: Itaquera, São Miguel Paulista e Ermelino Matarazzo concentram o maior volume
- Zona Sul: Capela do Socorro, Jardim Ângela e Campo Limpo
- Centro Expandido: menos expressivo — motos no centro geralmente são de entregadores, que sofrem mais furto que roubo
Nas periferias, o roubo de moto acontece majoritariamente em vias secundárias — ruas com pouco movimento, sem câmera, onde o motociclista precisa reduzir a velocidade.
Sua rua é segura? Os dados dizem a verdade.
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O padrão de horário do roubo de moto é diferente do de carro:
- Noite (18h–0h): 38% — de longe o período mais perigoso
- Tarde (12h–18h): 26%
- Manhã (6h–12h): 22%
- Madrugada (0h–6h): 14% — pouca moto circulando
O pico é entre 19h–21h, quando os motociclistas estão voltando do trabalho e as ruas começam a ficar mais escuras e menos movimentadas.
Entregadores: o grupo mais afetado
Motociclistas de aplicativo (iFood, Rappi, 99) representam 28% das vítimas de roubo de moto em SP, segundo dados recentes. O perfil é claro: estão em ruas desconhecidas, em horários variados, carregando celular e mochila — alvos fáceis.
As regiões com mais roubos de moto de entregadores:
- Pinheiros / Itaim Bibi (entregas em restaurantes)
- Mooca / Tatuapé (grande volume de pedidos)
- Santana / Tucuruvi (periferia norte)
Recuperação: as chances são baixas
A taxa de recuperação de motos roubadas é significativamente menor que a de carros:
- Carros: 52% são recuperados
- Motos: apenas 31% são recuperadas
O motivo: motos são mais fáceis de desmontar (leva minutos), mais fáceis de esconder e mais difíceis de rastrear (poucos modelos populares têm rastreador de fábrica).
Tendência
Nos últimos 3 anos:
- Roubo de moto: queda de 9% (câmeras de monitoramento ajudam)
- Furto de moto: estável (moto estacionada continua vulnerável)
- Roubo a entregador: aumento de 15% (mais entregadores nas ruas)
O roubo geral cai, mas o roubo a entregadores sobe — reflexo direto do crescimento dos apps de delivery.
No SeuZebra, você pode consultar o risco de roubo de moto na sua rua e nos trajetos que faz diariamente. Os dados são da SSP-SP e atualizados regularmente.




